20/05/2011

Quanto mais a ciência voa longe e conclue que estamos na condição de poeira no infinito do universo, mais pessoas querem que o universo gravite em torno de delas mesmas.

Em questão ao relacionamento dessas pessoas, vamos dizer assim, às divindades - sem distinção - que anteriormente era de submissão, respeito, RELIGIOSIDADE e devoção se tornaram apenas em uma relação unilateral de um amo a um gênio, aquele do Aladim, que satisfaz todo ego de alguém ser melhor, de se sair melhor em determinada situação, de prejudicar, de acusar e até mesmo de ser mais especial, por ser mais notado por essa “divindade” que outrem.

Digo divindade sem distinção porque vejo que essa atitude egoísta é o mal dessa geração. Já acusei o sistema, as pessoas, o governo e coloquei muitos outros no banco de réu para me livrar de uma culpa que também é minha. Esse é outro ponto: Ninguém quer ter culpa sobre nada. Não é mesmo? Adão acusou Eva, Eva a serpente, se essa pudesse se defender ia acusar a arvore, o fruto, a vida, a morte... Bem, essa é pró na arte de acusar. Não vamos nos aprofundar nessa área nesse texto.

Sobre o egoísmo. Esse não é um mal sem cura.

Aquele que era que é e sempre será, que tem todo o poder no céu e na terra, que amou sem distinção, que sem Ele nada do que foi feito se fez...O filho do Homem, o que nasceu na manjedoura, o nazareno, carpinteiro de Belém já sabia desde o princípio o que estava por vir e teve uma tática fora de sério, muito mal interpretada até os dias de hoje.

Ele sabia que ser divindade é ser distante, longe, imponente, desconhecido, desconsiderado, esquecido nos tempos de alegria e suplicado nos tempos de tristeza, e que o nessas condições a serpente “consolaria” as pessoas de forma mais próxima e concreta, por exemplo, imagens de ouro, falsos milagres, todo tipo de idolatria, feitiçaria e realização dos desejos do ego para enganá-las e destituí-las da presença de Deus induzindo-as ao egoísmo, que hoje está presente em quase todas as pessoas.

Cristo veio aqui nessa terra, que ele criou, se relacionar com qualquer pessoa que ia ter com ele, se doando de todas as formas para ajudá-las, algumas vezes com pão físico outras com o alimento para a alma. Mas a sua missão era fazer as pessoas analisarem nas suas atitudes, se interiorizarem e se repensarem. Ele não queria que corrigissem a forma de agir, porque aos olhos dele, isso é maquiar um morto. Ele não vinha acusar as ações das pessoas, porque pra ele, elas eram escravas dos seus maus pensamentos e então a personalidade refletia isso.

A tática do Nazareno é simples e ousada. De se tornar amigo. Amigo próximo.

Um Deus é meu amigo?

QUE MÁXIMO!

Mas isso funciona?

Vejamos: Um amigo você respeita por ter passado bons momentos contigo, por ter te ajudado em alguns momentos, por você conhecer a história dele e ele a sua, também por você ter ajudado na missão da vida dele, por ele ser teu conselheiro e ouvinte.
Um amigo, daqueles próximos, você nunca trai a confiança, e quando isso acontece, em alguns casos, dói mais em você do que nele. Você pede perdão e com certeza é perdoado. Um amigo dos próximos nunca vai te ajudar em nada pra te prejudicar, não vai deixar você agir de cabeça quente, vai te acalmar nos momentos te tensão, vai te consolar na tristeza e pular ao teu lado na alegria, vai te falar sempre a verdade, vai estar contra o teu inimigo - ainda que seja você mesmo.

Amigo gosta de ouvir o outro, e Cristo sempre adorou ouvir os que estavam com ele.


Continua.



Rafael Amaral

Um comentário:

Glauber Amaral disse...

Tu és o cara primo! Muito bom!